O
papel da inclusão da Pessoa com Surdez no Ensino Comum
Há dois séculos que na política vem-se
desenvolvendo um estudo sobre gestualista e os oralista, tendo como destaque nas diversas e ações
desenvolvidas em prol a educação das pessoas com surdez, tendo como o foco de
responsabilidade o sucesso ou fracasso escolar com base na adoção de uma e de
outra concepção com suas práticas pedagógicas.
Sabemos que a nova política de educação
no Brasil vem tecendo fios direcionais que possibilitam superar uma visão
centrada de homem, sociedade, cultura e linguagem de forma fragmentária,
certamente, não só neste momento histórico como um modismo, mas que se
consolidará numa perspectiva de inclusão de todos, com especial destaque para
as pessoas com deficiência. Neste ponto, uma nova política de Educação Especial
na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com surdez, tem se
tornado promissora no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais.
Porém, por mais que as políticas estejam já definidas, muitas questões e
desafios ainda estão para ser discutidos, muitas propostas, principalmente no
espaço escolar, precisam ser revistas e algumas tomadas de posição e bases
epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente, as práticas de
ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentem
caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez. (p. 47 )
Para que as pessoas com surdez possa se
desenvolver seu potencial como um todo, as discussões não podem ficar centradas
somente na aceitação de uma língua ou de outra. A sociedade política vendo a
linguagem do surdo estando muito fragmentada, então, surge uma nova política de
educação especial na perspectiva inclusiva, principalmente para as pessoas com
surdez, tornando assim, do ponto de vista, mudança no ambiente escolar e nas
práticas sociais institucionais.
Este trabalho inclusivo têm defendido os
marcadores indenitários dos surdos; tanto a cultura surda, identidade surda,
língua surdas e sujeito surdo, pois é importante destacar que o sujeito surdo
não considerado o deficiente, mas que apresenta perda sensorial auditiva aquela
pessoa que possui surdez se limitando biologicamente para essa função
perceptiva. Do ponto de vista o texto
deixa claro que: “Quem não ouve, não tem
deficiência e, sim, uma diferença cultural?”
Mas, é ser humano que apresenta um
potencial sendo essa pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e
linguagem. Diante deste contexto temos a certeza de que: A pessoa com surdez
dentre do seu processo perceptiva, linguístico e cognitivo a pessoa com surdez
precisa ser estimuladas e desenvolvidas, sujeitos que são capazes de
desenvolver várias linguagens com potencialidade para adquirir e desenvolver
não somente os processos visuais-gestuais, e sim também podendo ler e escrever
as línguas em seus entornos e, se deseja também falar.
Dessa forma, o Atendimento Educacional
Especializado Pessoa com Surdez respeita princípios pedagógicos essenciais, que
garante o acesso ás duas línguas obrigatórias para o atendimento do aluno com
surdez, mediante uma organização didática e metodológica do fazer aula
especializada, sob a autoridade técnica, humana e política do professor como
responsável pela mediação entre o conhecimento, o conhecedor e o conhecido num
ambiente de aprendizagem processual dialógico, no qual se devem oferecer
possibilidades infinitas para que ocorra a problematização, a experienciação, a
experimentação, a demonstração e as trocas circunstanciais, promovendo o
desenvolvimento social, afetivo, cognitivo e linguístico do aluno com surdez.
Para tanto uma das funções dos professores de Atendimento
Educacional Especializado para os alunos com surdez visa contribuir com a
interação e a comunicação entre o professor, os colegas e o alunos com surdez
na sala d aula comum, em virtude de já ter construindo de forma complementar os
vários saberes que a classe comum não oferece, garantindo, efetivamente, a
participação do aluno com surdez na dinâmica do aluno com surdez na dinâmica da
sala comum.
Após o estudo sobre as concepções sobre
oralista e gestualista entra também como destaque a LIBRAS e a Língua
Portuguesa.
A atual revista da Educação Especial na
Perspectiva da Inclusão Escolar na Abordagem Bilíngue na Escolarização de
Pessoas com Surdez, 2010, p. 15. Aponta que:
“No Brasil, a Libras, reconhecida pela
Lei 10.436/2002, é entendida como a
forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza
visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema
linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoa
surdas do Brasil.”
É importante pontuar neste texto que a perspectiva
inclusiva rompe fronteiras, territoriais, quebra preconceitos e procura dar ao
ser humano com surdez, amplas possibilidades sociais e educacionais.
Neste sentido, as pessoas com surdez
necessitam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiam o pensamento e
exercitem a capacidade perspectivo.
Para as pessoas com surdez aquisição de
Língua de Sinais, de fato, não é a garantia de uma aprendizagem significativa e
sim por outro lado engloba outros tipos de sentidos de pensamentos. Que é a Língua
Brasileira de Sinais. Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade
escrita.
Do ponto de vista, este texto fala que o
fracasso do processo educativo das pessoas com surdez é um problema da
qualidade das práticas pedagógicas e não um problema somente focado nessa ou
naquela Língua, ou mesmo numa diferença cultural, envolvendo outra cultura, uma
comunidade com identidades Surdas próprias.
Referencias:
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar
de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção.
Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.
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